25 de abril de 2007

31 de março de 2007

O Último Capítulo (The Fountain, 2006), de Darren Aronofsky


Um belo filme falhado. Talvez seja esta a melhor forma de o qualificar. Um projecto ambicioso sobre o tempo e a procura eterna da fonte da vida, o filme perde-se pela sua indecifrabilidade, mas contém imagens belíssimas e alguns momentos em que vale a pena. Por mim, prefiro um filme (desconcertante, mas diferente) como este do que um outro mais conseguido mas à custa de um jogo também mais seguro com o espectador...

24 de março de 2007

O Labirinto do Fauno (El Laberinto del Fauno, 2006), de Guillermo del Toro


Um belo filme que junta de forma equilibrada o drama mais convencional com o filme fantástico. É acima de tudo um relato sobre as dores do crescimento e o poder dos contos fantásticos enquanto refúgio das crianças. O clímax final atinge elevadas doses de dramatismo e a construção visual de todo o filme é sem dúvida muito conseguida. Merece também grande destaque o óptimo "boneco" de Sergi Lopez, uma personagem deliciosamente maligna com tiques de Hitler.

4 de março de 2007

Pecados Íntimos (Little Children, 2006), de Todd Field


Nos ambientes de "Beleza Americana", este filme explora os subúrbios americanos com a explanação das suas taras e dos seus desejos mais recônditos. Há momentos de grande intensidade dramática, um excelente papel de Kate Winslet (Patrick Wilson também vai muito bem) e muita pertinência analítica que já vinha do livro de Tom Perrotta (que o filme adapta). Apesar do final não ter dado a profundidade e perturbação mais adequada ao desenrolar da trama, fica um filme muito interessante e com alguns grandes momentos.

1 de fevereiro de 2007

Apocalypto (2006), de Mel Gibson


Uma surpresa! Mel Gibson arranca aqui o seu melhor filme: directo, violento, visceral, capaz de não deixar ninguém indiferente. É uma história de aventura e sobrevivência, filmada com um apurado sentido de espectáculo e nunca se detendo para amaciar o ímpeto. Actores muito expressivos, acção quase constante e um fundo de reflexão civilizacional que não desmerece. É excessivo, mas contagia.

18 de janeiro de 2007

Filmes mais esperados de 2007



1 – There Will Be Blood, de Paul Thomas Anderson

2 – Eastern Promises, de David Cronenberg

3 – Beowulf, de Robert Zemeckis

4 – Little Children, de Todd Field

5 – The Fountain, de Darren Aronofsky

6 – The Invasion, de Oliver Hirschbiegel

7 – American Gangster, de Ridley Scott

8 – Evening, de Lajos Koltai

9 – Toyer, de Brian de Palma

10 – El Laberinto del Fauno, de Guillermo del Toro


P.S. Claro que estes são apenas alguns dos que me despertam maior interesse: pelo realizador, pelos actores envolvidos e pela temática dos projectos. Continuo à espera de “Manderlay”, de Lars Von Trier (como é possível ainda não ter estreado quando ainda por cima é a segunda parte de uma trilogia cujo primeiro tomo – “Dogville” – foi tão bem recebido em Portugal?) e ainda de outros filmes que estavam nesta lista o ano passado: “Zodiac”, de David Fincher; “Goya’s Ghosts”, de Milos Forman; “Inland Empire”, de David Lynch; e “Youth Without Youth”, de Francis Ford Coppola.

16 de janeiro de 2007

Melhores Filmes de 2006



1 - Munique, de Steven Spielberg

2 - Babel, de Alejandro González Iñarritu

3 - Uma História de Violência, de David Cronenberg

4 - The Departed: Entre Inimigos, de Martin Scorsese

5 - Match Point, de Woody Allen

6 - O Segredo de Brokeback Mountain, de Ang Lee

7 - Breakfast on Pluto, de Neil Jordan

8 - Infiltrado, de Spike Lee

9 - O Perfume, de Tom Tykwer

10 - A Criança, de Luc e Jean-Pierre Dardenne


A violência é a temática recorrente nesta lista, seja ela física ou psicológica, conjugal ou devedora da solidão, de origem política ou apenas da natureza. Sem novidade, Spielberg conseguiu uma vez mais fazer o "filme do ano", embora "Babel" lhe fique muito próximo. Faltou-me, como cada vez mais acontece, ver alguns filmes importantes (como, imperdoável, o "World Trade Center", de Oliver Stone).

Babel (2006), de Alejandro González Iñarritu


Uma obra-prima filmada em três continentes e em quatro línguas. "Babel" surge como uma metáfora do mundo contemporâneo, explorando o seu dramatismo e a sua complexidade. Um mergulho no âmago da família, da intimidade, da comunicabilidade ou falta dela, do peso variável de cada vida, dos acasos e dos destinos. “Babel” atinge-nos fundo e fica a ecoar em nós como todos os grandes filmes. No início de 2007 um dos filmes maiores de 2006.

10 de janeiro de 2007

A Rainha (The Queen, 2006), de Stephen Frears


Um bom filme, mas também um filme que não evita que se pense ter estado a assistir a um telefilme. Helen Mirren é extraordinária, a dissecação do período de crise da instituição monárquica durante os dias de luto referentes à morte da Princesa Diana também é interessante, mas falta muita acutilância a Stephen Frears (ele que tem excelentes filmes) para levar este projecto a um desfecho mais empolgante. Ainda assim, uma cena marcante: Isabel II a contemplar o veado que todos procuram, achando algo nela que a devolve ao despojamento do peso da coroa.

28 de dezembro de 2006

“Happy Feet – O Pinguim” (2006), de George Miller


Um bom filme de animação com um belo elenco vocal de onde se destaca Robin Williams. Está longe de um “Shrek” ou um “Nemo”, mas ainda assim vale a pena ver. Ainda por cima tem uma mensagem ecológica bem entrosada na história e que dá origem a uma sequência bem conseguida.