
1 – «Guerra dos Mundos», de Steven Spielberg
2 – «O Aviador», de Martin Scorsese
3 – «Million Dollar Baby», de Clint Eastwood
4 – «Colisão», de Paul Haggis
5 – «Mar Adentro», de Alejandro Aménabar
6 – «Perto Demais», de Mike Nichols
7 – «Saraband», de Ingmar Bergman
8 – «A Noiva Cadáver», de Tim Burton e Mike Johnson
9 – «Charlie e a Fábrica de Chocolate», de Tim Burton
10 – «O Fiel Jardineiro», de Fernando Meirelles
Os consagrados voltaram a provar o seu mérito (Spielberg, Scorsese, Eastwood e Tim Burton mostraram porque fazem parte do restrito lote dos melhores cineastas da actualidade). Merece uma referência especial o caso de Ingmar Bergman, pois há muito não se via um filme seu nos cinemas, e «Saraband» foi um dos momentos maiores do ano. A maior surpresa foi talvez «Colisão», do estreante Paul Haggis, poderoso fresco sobre as relações humanas e um certo sentido fatalista.
A vitalidade do cinema documental, com destaque para o magnífico «Grizzly Man» e para o incrível fenómeno de bilheteira (essencialmente nos EUA) que foi «A Marcha dos Pinguins».
O cinema português teve um enorme êxito de bilheteira («O Crime do Padre Amaro»), o que por ser raro é de louvar só por si; e um significativo êxito de crítica/prestígio entre os que o viram («Alice»).
A nível geral, o campeão de bilheteira do ano foi «Madagáscar», comprovando que são os filmes de animação que conseguem ser mais transversais em termos de público. Por falar em animação (mas não propriamente para crianças), mesmo no cair do pano de 2005, surgiu o belíssimo «A Noiva Cadáver», verdadeira obra de arte de um cinema artesanal que labora fascinado para fascinar os seus destinatários.
Votos de um excelente 2006!




