5 de janeiro de 2019

Filmes mais esperados de 2019




1 - Once Upon a Time in Hollywood, de Quentin Tarantino
2 - The Irishman, de Martin Scorsese
3 - Radegund, de Terrence Malick
4 - Welcome to Marwen, de Robert Zemeckis
5 - Where’d You Go, Bernadette, de Richard Linklater
6 - The Mule, de Clint Eastwood
7 - Dolor y Gloria, de Pedro Almodóvar
8 - The Laundromat, de Steven Soderbergh
9 - Grâce a Dieu, de François Ozon
10 - Born a King, de Agustí Villaronga


E ainda: “Mektoub, My Love” (de Abdellatif Kechiche), “Serenity” (de Steven Knight), “ Gemini Man” (de Ang Lee), “Greta” (de Neil Jordan), “Climax” (de Gaspar Noé) e “The Favourite” (de Yorgos Lanthimos).   

Melhores filmes de 2018







1 - Chama-me pelo Teu Nome (Call Me By Your Name), de Luca Guadagnino
2 - Linha Fantasma (Phantom Thread), de PT Anderson
3 - Ready Player One, de Steven Spielberg
4 - Roma, de Alfonso Cuarón
5 - The Post, de Steven Spielberg
6 - Três Cartazes à Beira da Estrada (Three Billboards Outside Ebbing, Missouri), de Martin McDonagh
7 - A Forma da Água (The Shape of Water), de Guillermo del Toro
8 - Noite de Jogo (Game Night), de John Francis Daley e Jonathan Goldstein
9 - No Coração da Escuridão (First Reformed), de Paul Schrader
10 - Assim Nasce uma Estrela (A Star is Born), de Bradley Cooper 


Nas séries, destaque, por ordem de preferência: a fabulosa “The Handmaid’s Tale”, “Stranger Things”, “Big Little Lies” e “The Haunting of Hill House” (as segunda e terceira são do ano passado, mas só vi este ano).


2 de janeiro de 2018

Filmes mais esperados de 2018


E os filmes mais aguardados de 2018 são:

1 - Ready Player One, de Steven Spielberg
2 - The Irishman, de Martin Scorsese
3 - Annihilation, de Alex Garland
4 - The Shape of Water, de Guillermo del Toro
5 - Wonderstruck, de Todd Haynes
6 - Phantom Thread, de Paul Thomas Anderson
7 - Todos lo Saben, de Asghar Farhadi
8 - The Man Who Killed Don Quixote, de Terry Gilliam
9 - All the Money in the World, de Ridley Scott
10 - First Man, de Damien Chazelle

E ainda: Happy End (de Michael Haneke), The Post (de Steven Spielberg), 15:17 to Paris (de Clint Eastwood), Lady Bird (de Greta Gerwig), The Florida Project (de Sean Baker), The House that Jack Built (de Lars Von Trier), The Women of Marwen (de Robert Zemeckis), Radegund (de Terrence Malick), Call Me By Your Name (de Luca Guadagnino) e Three Billboards Outside Ebbing, Misouri (de Martin McDonagh).

Melhores filmes de 2017



1 - Coco, de Lee Unkrich e Adrian Molina
2 - Blade Runner 2049, de Denis Villeneuve
3 - Perfetti Sconosciuti (Amigos Amigos, Telemóveis à Parte), de Paolo Genovese
4 - La La Land, de Damien Chazelle
5 - Manchester by the Sea, de Kenneth Lonergan
6 - Toni Erdmann, de Maren Ade
7 - Moonlight, de Barry Jenkins
8 - Fences (Vedações), de Denzel Washington
9 - The Lost City of Z (A Cidade Perdida de Z), de James Gray
10 - Dunkirk (Dunquerque), de Christopher Nolan

4 de janeiro de 2017

Filmes mais esperados de 2017


E agora os filmes mais esperados de 2017, encabeçados pelo Silêncio de mestre Scorsese. Embora desgoste de sequelas e prequelas, são incontornáveis as de Blade Runner, Alien e Trainspotting.

1 - Silence, de Martin Scorsese
2 - Dunkirk, de Christopher Nolan
3 - Blade Runner 2049, de Denis Villeneuve
4 - Alien: Covenant, de Ridley Scott
5 - Happy End, de Michael Haneke
6 - The Kidnapping of Edgardo Mortara, de Steven Spielberg
7 - Trainspotting 2, de Danny Boyle
8 - Weightless, de Terrence Malick
9 - Rules Don't Apply, de Warren Beatty
10 - The Belko Experiment, de Greg MacLean

Além destes, ainda (pelo menos) «La La Land», de Damian Chazelle, «Manchester by the Sea», de Kenneth Lonergan, «Moonlight», de Barry Jenkins, e «Split», de M. Night Shyamalan.

Melhores filmes de 2016


E cá está a lista anual dos 10 melhores filmes estreados em Portugal em 2016.

1 - The Revenant: O Renascido, de Alejandro González Iñarritu
2 - Quarto, de Lenny Abrahamson
3 - Os Oito Odiados, de Quentin Tarantino
4 - Brooklyn, de John Crowley
5 - Kubo e as Duas Cordas, de Travis Knight
6 - O Primeiro Encontro, de Denis Villeneuve
7 - Sing Street, de John Carney
8 - Deadpool, de Tim Miller
9 - Green Room, de Jeremy Saulnier
10 - Monstros Fantásticos e Onde Encontrá-los, de David Yates

Dos não estreados, referência especial para os excelentes «Perfeitos Desconhecidos» (do italiano Paolo Genovese) e «Hunt for the Wilderpeople» (do neo-zelandês Taika Waititi).

1 de janeiro de 2016

Filmes mais aguardados de 2016


E depois dos melhores de 2015, os filmes mais esperados de 2016. À cabeça, o novo filme do mexicano Inãrritu, um dos melhores cineastas em actividade. A seguir, o muito elogiado «Carol», com uma dupla feminina de arrasar. Teremos também um novo Tim Burton, cujo universo parece encaixar na perfeição com a adaptação do livro de estreia de Ransom Riggs, a última Palma de Ouro de Cannes e os mais recentes filmes dos excelentes Jeff Nichols e Denis Villeneuve. Promete muito também a história de Edward Snowden revisitada por Oliver Stone, assim como a sequela do genial «À Procura de Nemo», com a impagável Dory. Last but not least, a adaptação de «Arranha-Céus», de J.G. Ballard, recentemente publicado em Portugal pela Elsinore, e o novo filme do realizador do pungente «A Estrada», com um elenco fenomenal. 

1 - Revenant - O Renascido, de Alejandro González Iñarritu
2 - Carol, de Todd Haynes
3 - Miss Peregrine's Home for Peculiar Children, de Tim Burton
4 - Dheepan, de Jacques Audiard
5 - Midnight Special, de Jeff Nichols
6 - Story of Your Life, de Denis Villeneuve
7 - Snowden, de Oliver Stone
8 - Finding Dory, de Andrew Stanton
9 - High Rise, de Ben Wheatley
10 - Triplo 9, de John Hillcoat

Não esquecer ainda os que transitam do ano anterior por se terem atrasado: «Silence», de Scorsese, «O Cavaleiro de Copas», de Terrence Malick, «The Lobster» (Yorgos Lanthimos) e «The Secret Scripture» (Jim Sheridan).

Melhores filmes de 2015



A habitual lista dos dez melhores filmes de 2015, liderada pelo brilhante «Birdman», visionado quase há um ano. Três foram vistos nos últimos dias, in extremis para entrar na lista, incluindo um dos melhores filmes de animação dos últimos tempos, mais para pais do que para filhos. 

1 - Birdman, de Alejandro González Iñarritu
2 - O Sal da Terra, de Wim Wenders/Juliano Ribeiro Salgado
3 - Divertida-mente, de Pete Docter
4 - Whiplash, de Damien Chazelle
5 - Mad Max - A Estrada da Fúria, de George Miller
6 - Sicario, de Dennis Villeneuve
7 - Perdido em Marte, de Ridley Scott
8 - The Walk, de Robert Zemeckis
9 - Relatos Selvagens, de Damián Szifron
10 - Cobain: Montage of Heck, de Brett Morgen

5 de junho de 2015

Ex-Machina (2015), de Alex Garland



O que aconteceria se um andróide dotado de inteligência artificial tomasse consciência? Não é uma novidade nos caminhos da ficção, palavrosa ou imagética, mas o pressuposto da estreia na realização de Alex Garland traz resultados francamente interessantes. Passado num ambiente asséptico, «Ex-Machina» triunfa ao escolher um olhar enxuto que encaixa muito bem no fino suspense que embrulha uma reflexão sobre o ser humano, sobre o desejo e sobre a liberdade. Qual é o oposto de comédia romântica? Talvez esta ficção científica anti-romântica. 7,5/10

Tomorrowland - Terra do Amanhã (2015), de Brad Bird


Bons efeitos especiais? Sim. Mensagem optimista-ecologista-didáctica-idealista? Confere. Cenas de acção e partes humorísticas? Iá. Mas, no fundo, «Tomorrowland» é uma espécie de «Spy Kids», sem verdadeiro interesse para o público adulto. Coisas que valem a pena: os primeiros 10 minutos e a loja Blast from the Past, além da boa banda sonora de Michael Giacchino. Fica-se com a sensação de que seria em animação que o filme resultaria realmente. Foi pena, porque Brad Bird é o autor de «The Incredibles» e «Ratatui». Ai aquele final: parecia mesmo um anúncio da United Colors of Benetton. 6/10

19 de fevereiro de 2015

Relatos Selvagens (Relatos Salvajes, 2014), de Damián Szifron



Um prólogo e mais cinco histórias de vingança raivosa, dementes com insistência, cheiinhas de humor negro. Seja numa banal disputa na estrada, nos meandros de uma empresa municipal de reboques, ou em plena boda, assistimos ao hilariante desfile das emoções humanas e das possibilidades que a ficção dá para melhor patentear o real.
É surpreendente, pois não estamos habituados a levar com tanta corrosão nos olhos e, ainda por cima, nos rirmos disso bem alto. O Óscar de Melhor Filme Estrangeiro espreita, e se o levar para casa é muito bem feito. Deliciem-se com esta versão sul-americana e envenenada das saudosas «Amazing Stories» que Spielberg criou nos anos 80.

8 de fevereiro de 2015

Whiplash (2014), de Damien Chazelle


There are no two words in the English language more harmful than «good job». «Whiplash» é um poderoso filme sobre a importância de ter alguém que nos leve aos limites. Ah, e como o cabrão do professor leva aos limites o jovem mas determinado Andrew, cujo sonho é ser o novo Charlie Parker... E como é intenso ver alguém a transcender-se para deixar a sua marca. Os últimos 10 minutos, com Andrew a regressar ao palco e a tocar até ao genérico final, é uma das melhores sequências de boxe da história do cinema, mas aqui é uma bateria que está entre os dois lutadores. E apesar de haver um vencedor, acho que os dois ficaram KO.

31 de dezembro de 2014

Filmes mais aguardados de 2015



1 - Silence, de Martin Scorsese
2 - Flashmob, de Michael Haneke
3 - Absolutely Anything, de Terry Jones
4 - La Blessure, de Abdellatif Kechiche
5 - The Walk, de Robert Zemeckis
6 - The Lobster, de Yorgos Lanthimos
7 - Jupiter Ascending, dos irmãos Wachowski
8 - Tomorrowland, de Brad Bird
9 - The Secret Scripture, de Jim Sheridan
10 - Crimson Peak, de Guillermo del Toro

Ainda falta o «Birdman» (estreia para a semana), o «Inherent Vice», do PT Anderson, e o «Knight of Cups», do Terrence Malick.
Mas há bom «material», incluindo os últimos de Scorsese, Haneke e Kechiche, uma comédia dos Monty Python com o último papel vocal de Robin Williams e o projecto mais marado do ano, do grego Yorgos Lanthimos, com um excelente elenco internacional.

27 de dezembro de 2014

Melhores filmes de 2014


A lista anual, liderada pelo emocionante Interstellar e seguida de grandes filmes de mestres Scorsese e Fincher. Não esquecendo o estupendo Boyhood, um filme que é como a vida, precioso.

1 - Interstellar, de Christopher Nolan
2 - O Lobo de Wall Street, de Martin Scorsese
3 - Em Parte Incerta, de David Fincher
4 - Boyhood - Momentos de uma Vida, de Richard Linklater
5 - 12 Anos Escravo, de Steve McQueen
6 - Locke, de Steven Knight
7 - Golpada Americana, de David O. Russell
8 - Grand Budapest Hotel, de Wes Anderson
9 - Her - Uma História de Amor, de Spike Jonze
10 - Debaixo da Pele, de Jonathan Glazer

8 de dezembro de 2014

Interstellar (2014), de Christopher Nolan



E mesmo no final consigo ver o filme do ano. «Interstellar» é supostamente um filme de ficção científica, mas isso serve apenas para dizer que nos fala de outros mundos, outras dimensões, outros seres. Mas, ao fim e ao cabo, ficamos a sabê-lo, não seremos nós tudo isso? Há muito de fascinante do ponto de vista visual, sonoro e narrativo em «Interstellar». E o cinema é a arte que mais nos transporta para outro lugar (mesmo que esse lugar esteja dentro de nós). Magia pura, é o que quero dizer. 
Contudo, é pelas emoções que o filme nos arrebata. Trata-se de um compêndio sobre a condição humana (assim são quase sempre as obras-primas): o ímpeto pela descoberta, a atracção pelo desconhecido, a obrigação de proteger os que amamos, a dicotomia entre a razão e o coração, o poder da intuição, a inexorável passagem do tempo, o pesado sentir. E vêmo-nos ao espelho. Desfilam na tela, como na vida, a coragem, a decepção, a angústia, a excitação, a traição, a mentira, a promessa, a fé, o desespero, a compaixão. E o amor, sempre o amor.
«Interstellar» é um milagre. Tal como nós.

14 de novembro de 2014

Boyhood - Momentos de uma Vida (2014), de Richard Linklater


Invulgar na sua concepção, já que foi filmado ao longo de 12 anos, «Boyhood» é um filme extraordinário que aproxima o cinema da vida tanto quanto é possível. Seguimos a infância e a adolescência de Mason, dos 6 aos 18 anos, e acompanhamos igualmente a sua família
numa autêntica odisseia do cidadão comum. Escrito e filmado com uma sensibilidade invulgar, «Boyhood» é feito das dores do crescimento, das cumplicidades fraternais, das complexidades da vida conjugal, do humor do quotidiano e das perplexidades recorrentes na vida.
Um filme raro, em que as fronteiras entre realidade e ficção são diluídas até à quintessência da arte. E a cena final é absolutamente deslumbrante. Traduz, atrevo-me a dizer, o sentido da vida.

2 de outubro de 2014

Em Parte Incerta (Gone Girl, 2014), de David Fincher



«Em Parte Incerta» é um filme sobre muitas coisas: a realidade, a ficção, a vida conjugal, o quarto poder, a imaginação. Mas é acima de tudo uma grande peça de entretenimento, 
de uma inteligência sem limites, não obstante o seu implacável cinismo e, mais do que isso, anti-romantismo. É um hino ao artifício e às possibilidades infinitas que uma história encerra.
Gillian Flynn criou um fabuloso guião que adapta o seu romance homónimo, encontrando em David Fincher o parceiro ideal para traduzir em imagens a sua história (o Óscar
de Argumento Adaptado espreita, sim). Merece ainda destaque a excelente banda sonora de Trent Reznor e Atticus Ross, mais uma colaboração com David Fincher, após «Rede Social» e «Os Homens Que Odeiam as Mulheres». Sem hesitação, um dos grandes filmes do ano.

1 de abril de 2014

A Vida de Adèle (La Vie D'Adèle, 2013), de Abdellatif Kechiche




À flor da pele rima com Adèle e podia ser um título alternativo para este excelente naco de cinema servido pelo tunisino responsável pelo também suculento «O Segredo de um Cuscuz». A protagonista é admirável e fascinante é a forma como mergulhamos na sua vida através desta história. O azul é aqui, de facto, a cor mais quente, desde logo pela intensidade da paixão da dupla feminina, responsável por um punhado de sequências escaldantes. Vibrante, belo, capaz de nos ligar aos insondáveis mistérios do amor, aos cambiantes do desejo e à inelutável passagem do tempo. Assim é este filme imperdível.

10 de março de 2014

12 Anos Escravo (12 Years a Slave, 2013), de Steve McQueen



«12 Anos Escravo» ganhou o Óscar de Melhor Filme deste ano. Mas não é por essa razão que se trata de um grande filme. «12 Anos Escravo» é um grande filme porque nos confronta com a importância que tem, para um ser humano, a liberdade. «12 Anos Escravo» é um grande filme porque sabe mostrar como a História é feita de uma permanente dialéctica entre as regras sócio-políticas e as idiossincrasias de cada indivíduo. «12 Anos Escravo» é um grande filme porque coloca no centro da sua proposta dramática o trabalho dos actores e a sua capacidade para tocar o coração do espectador através das suas personagens. Finalmente, convém lembrar que a escravatura foi abolida, mas nem por isso desapareceu, ainda que em geografias difusas (incluindo à nossa porta) e sob formas diversas.

6 de março de 2014

O Conselheiro (The Counselor, 2013), de Ridley Scott


É verdade que falha aquilo que podia ser uma prodigiosa aliança cinematográfica: um argumento original de um grande escritor como Cormac McCarthy com a realização de um dos estetas de Hollywood, Ridley Scott. Ainda assim, sobra muito de bom e de interessante, tanto ao nível da trama e dos diálogos como do ponto de vista visual. Muito duro e desencantado em alguns momentos, um pouco frio até, tem uma cena de sexo absolutamente antológica (onde a descrição se sobrepõe ao que é mostrado), que só por si já torna o filme memorável.